Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

De volta à infância.

Hoje comemora-se o Dia da Espiga. E de repente voltei à minha infância, aos campos de papoilas, espigas e malmequeres que haviam nas traseiras do meu prédio, ao fundo da rua. Hoje já nada disso existe, aí foi construído um antro. 

 

Lembro-me bem de, neste dia, irmos eu, a minha mãe, outras mães e amiguinhas minhas, para o campo apanhar a espiga e as belas papoilas. Depois era fazer o raminho e pendurar atrás da porta da cozinha. Foi sempre aí que conheci os raminhos de espigas cá em casa. 

 

Reza a história/lenda que estes raminhos representam a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. E é isto que eu desejo para mim e para vocês. Acho que mereço que a sorte me sorria mais um bocadinho...


Para quem quiser saber mais, espreite aqui.

Memórias de Outono

Com a chegada do outono, ontem, parece que as temperaturas baixaram um pouquinho - finalmente - e a chuva e o vento fizeram uma visita ainda que seja breve.

 

Apetece-me este tempo mais fresco, com alguma chuva. Estou farta deste calor, deste sol demasiado baixo. 

 

Ontem, sentada no sofá a ver TV e atenta aos clarões dos relâmpagos dos trovões que se ouviam ao longe, regressei à minha infância. E senti saudades.

 

Lembrei-me dos dias da escola primária, do início das aulas, de quando era outono a sério. Voltei àqueles tempos em que a minha mãe me ia buscar à escola e aos dias de vento e chuva. Dos dias de trovoada em que colocava os dedos nos ouvidos (porque tinha medo) e ninguém mos fazia tirar. Daescola telefonavam à minha mãe para que me fosse buscar. Lembrei-me daqueles dias em que o vento fazia as folhas das árvores dançarem, depois descansarem no chão e eu apanhá-las toda contente.

 

E estas memórias trouxeram-me felicidade e conforto, aquele conforto bom de quando o nosso mundo era feito de pequenas coisas e de protecção.

As Minhas Leituras de Infância.

A propósito da reedição dos livros das “Aventuras dos Cinco”, ao que parece há muito esgotados em Portugal, voltei atrás no tempo.

 

Lembrei-me das minhas tardes de verão, deitada em cima da minha cama com o meu cão Rex (que desapareceu e nunca o encontrámos :() deitado aos meus pés a devorar os livros de banda desenhada e aventura que eu tanto adorava.

 

A minha mãe sempre me incentivou à leitura. Não me lembro de lhe pedir um livro que ela não mo tivesse comprado. E ela própria me comprava alguns por sua livre iniciativa.

 

Talvez um dos primeiros livros mais giros que tenha tido, tenha sido este:

Amava os livros da Anita, as suas ilustrações, as aventuras. Ainda os tenho e continuo a achá-los como dos mais belos em termos de ilustrações.

 

Depois vieram as Aventuras dos Cinco, que me fizeram viver as histórias que protagonizaram, a colecção do “Colégio das Quatro Torres” que lia emprestados. Tive poucos.

         

Quem se lembra ainda dos livros da Patrícia? Estes eram os meus favoritos. Calculo que não deviam ser livros muito baratos na altura embora eu tivesse bastnates. Mas uma amiga minha cujos pais eram “ricos” tinha todos os livros. Sempre que saia um, os pais compravam-lhe. Acabei por lê-los quase todos.

Depois havia a banda desenhada da Luluzinha. Ainda hoje adoro! quando brincava com uma amiga minha que tinha um irmão mais velho – e respectivos amigos – nós imaginávamos que tínhamos o tal clube do “Menino não entra”. E até colámos um letreiro na porta do quarto dela. Será escusado dizer que deu confusão, não é? :)

Sabem, apesar de, naquela altura, não haver tanta variedade como agora, líamos muito mais pois não tínhamos consolas, internet e sei lá mais o quê para nos distrairmos. E sabem que mais, não sei até que ponto não éramos mais felizes…

 

Memória De Infancia.

Quando eu era miúda, não me lembro de haver muita variedade de refrigerantes. Ou eu é que não os bebia. Lembro-me que havia a laranjada e a gasosa - que deixava uma amiga minha completamente bêbada, vamos lá saber porquê! - uma cidra de maçã e a famosa Laranjina C.

 

Eu e o N. estávamos sentados no sofá a conversar quando nos surgiu à ideia, já não me lembro porque motivo, a tal laranjina C.

 

Lembro-me que a bebia a acompanhar caracóis e que era óptima. achava muita graça ao formato da garrafa que fazia lembrar uma laranja com as suas borbulhinhas e tudo. Depois desapareceu. Tal como as outras bebidas da época. E instalou-se a era da Coca-cola e outros gaseificados.

 

Se eu pudesse, voltava atrás no tempo para beber uma Laranjina C e uns "rastejantes de casa às costas" num dos verões da minha infância...

 

Velha Infância

 

Reencontrei hoje uma pessoa que não via há imenso tempo. Fez-me voltar à minha infância e a momentos felizes.

 

Quando era miúda, uma das minhas amigas de infância vivia na porta em frente à minha, no outro lado da rua. Costumávamos passar dias inteiros na casa uma da outra. Mas eu acabava por passar muito mais tempo na casa dela, uma vez que elas eram três irmãs e eu, naquela altura, era filha única. A irmã do meio tinha apenas mais dois anos que a minha amiga, pelo que brincávamos todas juntas.

 

A irmã mais velha, tinha mais sete anos do que eu. Quando somos pequenos, esta diferença de idades parece abismal. Afinal os interesses e as ideias são diferentes, vamo-nos modificando conforme crescemos.

 

Era giro assistirmos aos namoros e às conversas desta irmã mais velha com os seus amigos. Ela sempre foi muito bonita, com uns belos olhos azuis. Escusado será dizer que namorados não lhe faltavam. Lembro-me de três que foram marcantes.

Nós três – as pirralhas – éramos as voyers de serviço, sempre que ela estava no namoro. Mas em segredo.

 

Fomos crescendo, a diferença de idades foi-se atenuando mais e as empatias crescendo. Um dia ela conheceu o M. e casou-se. Ele tornou-se num conhecido comentador desportivo, ela conseguiu um emprego bom e a família cresceu.

 

O estatuto social modificou-se devido à posição do marido. Mudou de casa para uma zona mais “in”. As irmãs também fizeram a sua vida, e foram morar para locais mas afastados daqui. Mas vemo-nos bastantes vezes pois são visita assídua aos pais. A irmã mais velha não tanto. Tornou-se mais distante e menos envolvida nas confusões familiares.

 

Hoje encontrei-a. Não a via há anos! Está bonita na mesma. Igual a sempre. Com algumas marcas do tempo mas óptima. Notei que ela gostou mesmo de me ver. Conversámos um pouco, enquanto ela esperava pelos pais que tinha vindo buscar, e trocámos piropos: que não parecíamos ter a idade real – oiço sempre esta conversa em relação a mim - , que estávamos na mesma e óptimas. Falámos brevemente sobre as nossas vidas e mandámos beijos para a família. Foi pena não termos mais tempo pois teríamos posto anos de conversa em dia. Gostei mesmo de a ver e de voltar a uma época feliz da minha infância.

 

 

Antes era Assim...

Recebi este mail, que adaptei, e não resisti a colocá-lo aqui. Apreciem e fiquem nostálgicos.

 

 

Nascidos antes de 1986.

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas à prova de crianças ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.

Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar à frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.

Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.

Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.

Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.

Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.

Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.

Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles? Parabéns!


(...)

 

A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986.

Chamam-se jovens. Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.

Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.

Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.

A SIDA sempre existiu.

Os CD's sempre existiram.

O Michael Jackson sempre foi branco.

Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um deus da dança.

Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado.

Não conseguem imaginar a vida sem computadores.

Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:

1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

SIM, ESTÁS A FICAR VELHO, mas tivemos uma infância do caraças!!!